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Imobiliário - Portugal

28 jul 2021
Imobiliário - Portugal
Imobiliário vai acelerar na segunda metade de 2021.

A consultora JLL evidencia a consistência da atividade no 1º semestre, antecipando aceleração da ocupação, investimento e vendas nos vários segmentos do mercado na segunda metade do ano.

Em comunicado, a consultora refere que, com um primeiro semestre a comprovar que o mercado imobiliário é um dos que melhor tem resistido ao impacto da pandemia, a JLL estima que os níveis de atividade nos diferentes segmentos acelerem já na segunda metade do ano.

Conforme explica Pedro Lancastre, CEO da JLL, “o mercado reúne todas as condições para retomar os níveis de atividade superiores aos registados nos últimos meses até ao final do ano e para ganhar robustez ao longo de 2022. Existe procura real para os escritórios e para habitação, e no que respeita ao investimento, Portugal está muito bem posicionado para disputar a elevada liquidez disponível a nível internacional. Isto acontece num contexto em que o nosso mercado não perdeu atratividade para a procura estrangeira e em que há uma crescente dinâmica do mercado doméstico, quer para ocupação de escritórios e venda de habitação, quer no âmbito do investimento. Não temos dúvida de que a atividade vai acelerar em todas as frentes na segunda metade do ano, obviamente impulsionada por um contexto positivo em termos dos programas de vacinação em todo o mundo”.

No investimento, a consultora destaca que os escritórios e a logística se mantêm como os principais focos dos investidores, embora se denote um crescente interesse pelo retalho alimentar e pelos segmentos alternativos como as residências de estudantes e seniores ou a habitação para arrendamento. No primeiro semestre contabilizaram-se 575 milhões de euros de investimento, tendo a JLL uma quota de mercado de 60%. Este semestre fica marcado pela entrada de novos players internacionais, por um lado, e pela crescente atividade dos investidores nacionais institucionais e também dos privados. A JLL estima que o volume de investimento total em 2021 ultrapasse os 2.5 mil milhões de euros o que comprova a atratividade de Portugal como destino de investimento, mesmo num cenário de retoma e de alguma incerteza. Este volume é impactado por um dos maiores portfólios com grande exposição a ativos hoteleiros, que se perspetiva que seja transacionado este ano.

Na ocupação de escritórios, o take-up deverá ser impulsionado na segunda metade do ano, considerando o interesse demonstrado pelas empresas na tomada de espaços e a retoma do interesse internacional. Embora os níveis de ocupação estejam aquém do verificado em anos anteriores, a profunda reestruturação deste sector com os escritórios a serem encarados mais como espaços de colaboração e socialização do que meros espaços de trabalho, centrados no bem-estar dos seus colaboradores, impulsiona a procura por espaços de qualidade com critérios de sustentabilidade e eficiência. Espera-se, deste modo, um forte dinamismo no futuro, quer na regeneração quer na ocupação de escritórios. Sentiu-se, obviamente, um abrandamento da atividade nos primeiros meses do ano, com uma descida da ocupação, mas um crescimento pontual ao nível da taxa de desocupação, ao mesmo tempo que se registou uma correção em baixa da renda prime para os 24 euros por metro quadrado e por mês (€/m2/mês) em Lisboa.

Na habitação, além de uma crescente procura nacional, incluindo por produtos fora dos centros das principais cidades, como Oeiras, Cascais, Matosinhos ou Leça, a procura internacional está em crescimento. O final do programa dos Vistos Gold nos moldes atuais em janeiro de 2022 está a pressionar as vendas a estrangeiros e a diversificar o leque de nacionalidades ativas como o Brasil, França e Estados Unidos da América. Sente-se ainda uma grande resiliência nos preços da habitação em produto novo, bem concebido e ajustado ao mercado, o que é comprovado pelo número de pré-vendas, superior a 50%, de vários dos empreendimentos lançados pela JLL, no primeiro semestre do ano. Contudo, importa enfatizar que os aumentos dos custos de construção e a morosidade nos processos de licenciamento são entraves evidentes ao desenvolvimento do sector imobiliário.

O retalho, um dos segmentos mais afetados pelos confinamentos e constantes constrangimentos sanitários, tem, ainda assim, resistido à pressão decrescente das rendas e evidencia um interesse crescente em alguns segmentos particulares, como o retalho alimentar, bricolage e decoração, bem como o comércio de conveniência e proximidade. Em termos de rendas, assiste-se a uma maior partilha de risco entre proprietários e inquilinos nos processos de renegociação e à resiliência nas rendas prime.

“Obviamente que em termos dos indicadores quantitativos de performance, o semestre fica aquém do período homólogo, mas a comparação acaba por não ser justa, pois os primeiros seis meses de 2020 ainda incluíram um trimestre quase completo pré-Covid e com níveis de atividade muito acima das evidências históricas num primeiro trimestre”, ressalva Pedro Lancastre. Contudo, diz o responsável da JLL em Portugal, “o importante é vermos que o mercado teve um comportamento muito consistente num período em que voltamos a estar completamente confinados e, sobretudo, que os níveis de atividade estão a crescer face ao período inicial da pandemia e num contexto em que esta conjuntura pandémica e de limitações sanitárias continuaram a vigorar”, termina.


(Fonte Magazine Imobiliário, tratado por ASMIP)

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